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Matéria de capa - Parte 1 E-mail
Arte, ciência e natureza – Reflexões de um Naturalista
(Título original: A Ilustração Naturalista*)
 
Por Robert Rajabally

Evolução. Eis uma palavra muitas vezes esquecida e mais vezes ainda mal interpretada, ou relegada a um segundo plano em tudo o que fazemos.
É uma palavra que carrega um significado que deveria estar presente em todas as profissões que modelam o presente e semeiam o futuro, especialmente em todas as ciências e em todas as artes, pois estas afetam diretamente nossas vidas e nossa maneira de pensar. Ela pertence ao início desta matéria porque entre tantas ocupações do ser humano, o de naturalista, que tentarei descrever um pouco aqui, é uma das que mais deveria estar atenta à evolução no seu verdadeiro sentido, tomando a vida como um todo, despida de preocupações apenas materiais de um lado ou de confusas crenças místicas do outro, para buscar respostas mais profundas sobre aquilo que chamamos vida e que nossos sentidos testemunham a cada dia se nos dermos ao trabalho de reparar sem nossos preconceitos científicos, religiosos ou culturais. Uma visão de síntese enfim, exigida pelos tempos de maior clareza mental em que vivemos, um potencial de clareza que, paradoxalmente, também sempre está sendo colocada em perigo pela exposição às inversões de valores que experimentamos em grande escala todos os dias; uma síntese que ainda aguarda uma maior compreensão de nossa parte do mundo em que vivemos já que estamos interagindo e intervindo nele a cada instante também seja por atos, seja pela omissão.
 
É fácil ver que sem essa compreensão de profundidade e de síntese, dificilmente nossas decisões sobre o que quer que seja poderiam ser sábias ou certas, principalmente em seus efeitos a longo prazo, uma reflexão que é muito atual em tempos de tantos debates sobre conservação do nosso meio ambiente em face ao poder de intervenção nos ecossistemas que temos hoje. Tais decisões e omissões na verdade, podem ser e freqüentemente são realmente desastrosas como podemos ver diariamente nos meios de comunicação, onde tantos equívocos criminosos são cometidos pela ignorância das Leis Naturais e na arrogância de acharmos que tudo nos é permitido fazer para domar a Natureza e arrancar dela seus segredos à força - muitas vezes apenas por lucro ou vaidade - ao invés de caminharmos com ela em humilde aprendizado.hand
 
Aqui estamos, numa revista preocupada com questões ambientais, olhando por um instante para a arte do naturalista, seja ele profissional ou amador e o que isso pode ter de útil num cenário como o descrito acima. É algo pouco conhecido em nosso país e espero poder mostrar como sendo algo fascinante e significativo. Vamos ver um pouco como esta fascinante história natural, literalmente, se desenhou: tradicionalmente, o papel do naturalista do passado recente era de procurar descrever esse mundo, o fenômeno Vida e seus mecanismos intrincados a nós outros, preparados que eram em diversos campos, inclusive artísticos para completar suas observações com as mais ricas e precisas ilustrações mesmo antes da invenção da fotografia. Esse naturalista é o naturalista do passado, um amante da natureza que deveria reunir diversas habilidades, pois também servia como desbravador de novas terras, como repórter de um novo mundo e um detalhista que saberia categorizar com precisão seus achados. Não raro, seu trabalho seria completado por outro tipo de naturalista, o do laboratório e das academias de ciência que tinham à mão vastos compêndios e instalações apropriadas para dissecar, medir, pesar e finalmente classificar as espécies animais e vegetais encontradas não sem o inestimável auxílio das observações in loco e das ilustrações de seus colegas.
 
Esses eram tempos em que a humanidade emergia finalmente do obscurantismo e entrava na chamada era da razão e onde começou a imperar o sistema usado até hoje de análise – uma forma na verdade oposta à de síntese que mencionamos antes – mas que tinha e tem grande importância no nosso esforço de compreender o mundo em que vivemos. Havia então uma grande necessidade de classificar esse vasto manancial natural em classes, ordens e famílias para podermos de alguma forma controlar o volume de informações e torná-la assimilável por outros que as estudariam mais tarde. Assim, com alguma liberdade, pode-se dizer que os naturalistas do século 19 eram divididos em naturalistas-aventureiros (de campo) e os naturalistas-sedentários (de laboratório) que nem sempre se entendiam por defenderem princípios opostos. O que importa, porém para nós neste artigo sobre Ilustração Naturalista além dos seus métodos, são os resultados, principalmente nas maravilhosas artes criadas por estas pessoas que amavam o mundo natural a ponto de colocarem suas vidas em perigo em aventuras perigosas.
 
magazineQuando referenciamos esse passado relativamente recente, imediatamente vêm à mente os nomes dos mais famosos naturalistas que o mundo conheceu como o alemão Alexander Von Humboldt (1769-1859) que esteve na Amazônia em 1800 em suas expedições pela América do Sul de 1799 a 1804 ou ainda do grande naturalista Franco-Americano John James Audubon (1785-1851) que, entre tantas contribuições, descreveu, catalogou e pintou os pássaros da América do Norte e claro, o eterno naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) que nos trouxe a primeira noção de Evolução com a publicação da Origem das Espécies em 1859. Impossível não esquecer contribuições importantes ao tentar referenciar todos os nomes conhecidos numa matéria de revista e ainda fazer justiça aos inúmeros anônimos ou dos que não seriam classificados estritamente como naturalistas na acepção acadêmica da palavra, mas que o eram de corpo e alma na profundidade e no brilhantismo de suas contribuições como iremos reconhecer um dia quando nossa visão do mundo for menos materialista e procurarmos entender de coração e mente limpos e desimpedidos, o que jaz por detrás dela indo muito além do que sabemos hoje. Estes últimos serão tratados mais adiante por constituírem uma classe à parte por irem além dos ditames convencionais da área o que, de certa forma, é o foco desta matéria.
 
Por aqui, na Terra Brasilis também passaram outros grandes nomes como o parisiense Jean Baptiste Debret (1768-1848) um artista muito abrangente que chegou a desenhar a primeira bandeira do Brasil e o pintor alemão Johann-Moritz Rugendas (1802-1858) que ficou conhecido como o pintor das cenas brasileiras pelo seu trabalho iniciado em 1821 quando aqui esteve em expedição como desenhista. Tudo isto já estará sendo dito nas outras matérias a respeito nesta edição da Com Ciência Ambiental, melhor do que eu poderia fazer. Assim sendo vou tratar do meu assunto principal: O profissional naturalista de ontem e a Ilustração Naturalista de amanhã.
 
 
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